terça-feira, 26 de março de 2019

Totalmente nua

Vou me despir.

Vou tirar todas essas camadas de roupa que escondem meu verdadeiro eu.

Aparecerei totalmente nua. Cabelos despenteados. Sem maquiagens ou máscaras.

Me despirei principalmente das máscaras.

Vou mostrar meu corpo, exatamente como ele é.

Cada curva perfeita e cada centímetro de imperfeição.

A pele desnuda, arrepiada de frio. As gotas de suor nas têmporas. (Está frio ou calor?)

Mostrarei meus largos sorrisos e as lágrimas teimosas que marcaram meu travesseiro.

Cada pelo, cada mancha, cada uma das cicatrizes.

E enquanto alguns enumerarão meus defeitos e outros observarão minhas qualidades, estarei ali, nua, calada, contando todos os meus segredos, repleta de certezas.

"Os olhos que me veem não enxergam a minha alma"

"Ainda que esteja despida de todos os subterfúgios estarei protegida pelo escudo da incompreensão"

Já tive medo de me expor. Hoje me exponho feliz.

Registro os sentimentos, certa de que estou segura.

Meus ângulos são diferentes e cada face do prisma reflete uma cor.

Posso mostrar tudo e ser transparente como o ar, mas ninguém verá o mundo pelos meus olhos.

A nudez não revela quem sou.

Posso me despir dos medos, das tristezas e até daquilo que me faz feliz, e ainda assim, não estarei vazia.

Porque estou repleta de mim.

Nua. Exposta nas vitrines. Meu eu revelado. Publicado.

E ainda assim protegida de tudo e de todos.

Olhe em meus olhos profundamente, ainda que minha nudez te distraia, e mesmo com toda a atenção, não será capaz de saber tudo que sei.

Essa sou eu.

Mas ainda tem muito mais.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Desde criança



Porque EU AMO ELEFANTE, desde criança.
E tem muitas características que eu carrego em mim, desde criança.

E eu já mudei muito, muitas vezes, interna e externamente, desde criança...

Principalmente no meu jeito de ser.

Eu já amei a lua mais que tudo, e já amei as estrelas ( que ainda brilham no teto do meu quarto), e esse amor permanece, mas é o SOL que brilha em meu coração agora.

Mas enfim, voltando aos elefantes...

Desde de criança.

Desde bem pequena eu admiro esses enormes paquidermes.

Sinto que temos uma conexão, e que, quando eu ia (ou vou) ao zoológico*.. (que é o lugar mais perto que eu posso ver um ao vivo), se eu pensar bem forte, ele me  escuta.

Loucura? Não sei.

Mas se eu acredito, ele me escuta.

E assim, ele sabe o quanto eu o amo.

Não sei explicar o que me faz admirá-los tanto. Simplesmente não sei...

Posso dizer mil coisas, reais ou imaginárias (como nossa conversa), mas nada vai explicar completamente.

Assim é o amor.

E meu amor é real, é seguro... Amo, mesmo a distância.

Amo.

Sinto vontade de ficar frente a frente com um elefante, abraçá-lo, encostar minha testa em sua testa, para uma conversa mais íntima.

Sinto falta de nossas conversas.

Faz tanto tempo...

Mas não importa o tempo que passe, meu amor só cresce... É um amor de criança, da criança que carrego em mim, desde criança.

Beijos 🐘 🐘 🐘

*Obs.: Tenho minha própria teoria quanto aos zoológicos. Uns dizem que é prisão, uns não pensam sobre isso, ou não se importam. Não vou discutir sobre isso. Se os zoológicos não existissem... Ou quando deixarem de existir... Mas por enquanto, esse é o mundo que vivemos. Certo ou errado, é com os erros que aprendemos.

Obs. 2: Essa semana o Japão liberou a pesca (ou caça) às baleias... Depois de 30 anos de proibição. E ai, o que estamos fazendo contra isso?

#elefante #elephant🐘 #santuariodeelefantesbrasil #euamoelefantes  #euamoescrever #desdecrianca #amorpuro #paginasembranco #helena73sa

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Minha biblioteca

Quando minha filha era pequena, ela dizia que tinha uma biblioteca na nossa casa.

Chique, não é?

Na verdade, a "biblioteca" era a cantoneira do guarda roupas, repleta de livros, que eu comprei, ganhei, herdei, resgatei, li, reli, não li, separei por título, por autor, por tamanho...

Livros que vem e vão, e que entre as idas e as vindas, se acumulam pela casa.

Já emprestei, já presenteei, já doei pra biblioteca de verdade, a pública, mas eles continuam por aqui, em todos os cantos do meu lar.

Na mesa de cabeceira duas pilhas. A de livros lidos durante o ano e a de livros iniciados e abandonados no meio do caminho... Aguardando uma segunda chance.

Tantas histórias, tantas memórias... O exemplo fez nascer em minha criança, uma pequena leitora, com seus livrinhos infantis em seu próprio quarto. Orgulho de mãe.

Esses já seguiram seu rumo para outros lares.

Hoje, dividimos as páginas, compartilhamos os textos...

Falta prateleira para nosso acervo.

Falta ler tanta coisa.

Não me desfaço dos que ainda não li, nem dos favoritos. Eu empresto, e se ele não volta, acabo comprando outro para reler mais uma vez.

Gostaria de ter uma biblioteca. E ver meus livros sendo lidos por centenas de pessoas... Viajando e fazendo o leitor viajar.

Livros foram feitos para isso, entreter o leitor.

Leia mais.
Leia muito.
Leia sempre.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Silêncio

O facho de luz não consegue cortar a escuridão.

O universo é breu.

Um grito calado que ninguém pode ouvir.

Olhos fechados não escondem o que não se quer enxergar.

No mundo paralelo tudo vai bem.

Brotam flores, brotam sorrisos na aridez.

Lágrimas, já não brotam mais.

Ficaram no passado, encaixotadas como as lembranças de um tempo que se foi.

Costumávamos nos lambuzar de sorvetes. Prazeres diversos. Deliciosos sabores.

Cores de todas as cores.

Canções e danças.

O toque e o barulho do mar.

O presente, passado, passou.

No fim do espetáculo as luzes se apagam. Ruidosos espectadores se vão.

Fica o silêncio, a escuridão, o vazio.

O desejo do desejo. O grito calado. A lágrima seca. O passo imóvel.

Na balança, a busca do equilíbrio.

No universo, o alinhamento dos astros.

A certeza que tudo está bem, mesmo não estando.

É assim que deve ser.

A luz, ainda acessa, não pode cortar a escuridão.

Mas a chama se mantém.

As escolhas, as possibilidades, o desejo.

A fagulha sempre pode causar um grande incêndio.

Iluminar os horizontes, soar, aquecer... Destruir.

Para fazer brotar uma nova floresta.

E começar tudo de novo.


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Adote um livro. Leia

Exercite sua mente. Leia.

Leia livros, jornais, revistas, gibis. Leia.

Leia romance, ficção, poesia, auto ajuda, crônicas. Leia.

Leia um livro por dia, por semana, POR MÊS, por ano. Leia.

Desligue a tv, desapegue do celular, escolha seu lugar no mundo e leia.

Leia e descubra um mundo novo, onde as histórias acontecem num tempo individual. O seu tempo de leitura... Você acelera ou diminui. Você constrói cenários e personagens, baseado no texto, é claro, mas com características e traços que você mesmo complementou.

Leia mais.

Após entrar nesse mundo (de leitura), você não vai mais querer sair.

Esse livro eu ADOTEI no projeto da Prefeitura de Santos - Adote um livro - Leia Santos

Em tempo: (Esqueci de fazer meu próprio  merchandising)
Leia um blog...hahahah helena73sa.blogspot.com

sábado, 3 de novembro de 2018

Desabafo do dia

Minha rede social é aqui.

É aqui que encontrará as evidências de minha vida.

Sem fotos, sem imagens, só palavras.

Mas palavras podem revelar mais do que milhares de postagens momentâneas.

O instante é agora. O momento que escrevo e revelo o que existe em minha mente. Confusão. Mil conselhos que não consigo acatar.

Luzes acesas. Sol. O mesmo astro que brilha a milhares de quilômetros daqui, mas é incapaz de iluminar uma parte de mim.

Se eu pudesse enxergar o que está oculto. Se houvesse transparência, diálogo, confissões.... Talvez assim, mesmo com lágrimas, poderia diluir as preocupações.

Porque a mente é traiçoeira. E se não sabe, cria uma história, foge do contexto, se derrama em textos com ou sem sentido.

Como um cego, tento tatear, seguir o caminho. Mas não sou cega e meus olhos não estão vendados.

Podemos debater as questões, nos consolar ou nos enganar mutuamente. Podemos nos aproximar ainda que milhas e milhas nos separem. Ou podemos ficar assim...

Tentamos preencher os vazios. Muita coisa cabe no vazio, mas nesse caso, nada se encaixa* (*um pequeno plágio do que li outro dia)

E é mesmo assim... Cinco mil peças nesse quebra-cabeça, mas nenhuma tem o formato que falta. Isso parte o coração.

Talvez eu devesse escrever um diário. Afinal, nem todo dia eu me sinto assim. (Quem eu quero enganar? Eu mesma ou vocês?)

Não fuja. Enfrente.

Saia da caverna ou me liberte dela.

Talvez seja a gangorra novamente (não consigo pensar em outra figura), talvez você esteja no alto e pra isso, eu precise ficar em baixo. Embaixo.

Talvez eu deva ser base pra você voar.

Talvez...

Posso ser fundação. O apoio.

Posso estar só choramingando como sempre fiz. Atormentada por pesadelos e excesso de silêncio.

Qual o sentido de tudo, se é que há algum sentido?

Por ora é isso.

E isso basta.

Não quero te fazer chorar. Também não quero chorar.

Vou fazer um Sucrilhos e buscar um sorriso. Vou para a praia ler um livro, ou ficar e assistir um filme triste.

Vou aguardar. Quem sabe?

Estarei aqui.

Santos, 03/11/2017

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Tudo azul

Azul

Tudo é azul.

Enquanto brilham os fogos ou ressoam as risadas, bate forte uma vontade de silêncio e escuridão.

A estrada azul se apresenta sedutora.

Fecham-se os olhos, apagam-se as memórias, foge-se de si.

Azul infinito do céu e profundo dos oceanos.

O azul sempre volta. Dá voltas, te olha do alto e mergulha em sua direção.

Te agarrar, te enrosca, te abraca, te aconchega, te põe no colo, te arrasta, te esconde, te amarra, te ilude...

Não. Não me ilude.

Vejo azul. Reconheço. Me arrasto e me debato na areia movediça. Me entrego, não me entrego. Me acalmo, me despeço, me conformo...

Não me conformo.

Tento fugir, tento escapar, tento tentar algo novo. Me movo. Me liberto. Me afasto.

Não muito.

Não o suficiente.

Não há como fugir. Há que se enfrentar. Que lutar... De novo e de novo...

Há que enternecer, esmaecer.

Há que iluminar. E com luz, clarear o azul. Arejar os espaços e sombras. Preencher os vazios. Azulejar.

Até obter o doce azul de um olhar. E olhar o cheio do copo, o cheio da alma.

E em um novo azul, um céu com luar, uma sol amarelo. Um arco-íris de cores. Um filtro de luzes. Pra refletir e te levar por todas as estradas, ou pra colorir seu caminho, com sentimentos não tão azuis.