quarta-feira, 23 de março de 2022

Abril de 2019

 O texto é de abril de 2019, lembranças do facebook, mas achei tão representativo que decidi que deveria publicar aqui também.

Aliás, tem muitos textos por lá que preciso publicar aqui. 

Espero que gostem.


ABRIL DE 2019


Ok... Ariano não é fácil!

Tenho consciência disso, e às vezes (só às vezes), um pouco de pena de quem convive diariamente com um.

A gente tem tendência a querer ter tudo sob controle. Inclusive os atos dos outros, o tempo (aquele que passa e aquele que permite ir ou não ir a praia), a gente quer liderar e organizar a coisa toda, mesmo que ninguém mais esteja incomodado com aquilo que nos incomoda (já contei pra vocês a história do chinelo no corredor?)

Enfim... Quem tem ariano por perto, ou é ariano, sabe bem como é...

Agora pegue uma Ariana (eu, no caso), junte inferno astral, TPM, e uma pitada de insatisfação com coisas do dia a dia.... (Mistura explosiva, heim?)

Tenho andado calada, por que sei os danos que palavras podem causar.

Tenho andado com vontade de ficar na caverna, mesmo sabendo que esse é único lugar que NUNCA mais quero estar.

Tenho vontade de fumar...

Não de fumar de verdade. (Não quero, não gosto, faz mal pra saúde)... Minha vontade de fumar é só pra ter aquela desculpa de: foi comprar cigarro e nunca mais voltou.... 😂😂😂😂😂😂

Na verdade, se a Mega-Sena me acertasse, já estava bom. 

Pego o essencial (e os essenciais) e saio pelo mundo. (Alguém vai querer ficar com a calopsita?)🤔

Deve ser por isso que não dou essa sorte.... 😀😀😀

Mas calma aí pessoal. Não se preocupem. TPM passa, inferno astral tbm... Uma boa praia me faz esquecer as chateações que incomodam de vez em quando. E quando não posso mudar o mundo, posso mudar o corte de cabelo e ter algo novo pra reclamar 😜

Só passei por aqui pra dar um alô, e deixar todos cientes que há risco de choques.

Quem quiser ajudar, vamos fazer aquela corrente pro sol voltar, e eu poder ir relaxar na praia...

Certeza que o calor que a maioria detesta é melhor do que arianos estressados... #ficaadica

sábado, 30 de outubro de 2021

Divagações de um sábado a noite

 

Por onde andas? 

Eu, ando pelo mundo.

Observo quem passa, quem passou.

Pra onde olhas?

Eu,  que olhava lábios e sorrisos hoje cobertos, passei a olhar nos olhos, janelas da alma.

O que procuras?

Eu, procuro o impossível, o impensável.

Tenho a cabeça nas nuvens e os pés fincados no chão.

O que desejas?

Eu, desejo tudo, desejo mais, desejo o mundo inteiro ou apenas um abraço.

O que temes?

Eu? Melhor nem listar.

E teus sonhos, quais são?

Eu sonho muito. Sonho sempre. Sonho dormindo, mas principalmente acordada. Tenho sonhos para realizar, sonhos só pra sonhar, sonhos pra lembrar, sonhos pra deixar os dias mais azuis, como o céu e o mar. 

E o que te faz suspirar?

...

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Sobre esquecimento. (Já falei sobre isso? - se falei, esqueci)

 Esquecer pode ser um fardo ou um dom.

Quando se esquece compromissos geralmente é um problema.
Esquecer as contas é uma dor de cabeça.
Esquecer a toalha quando vai tomar banho então, nem se fala.
Esquecer os remédios diários é perigoso e insalubre.
Esquecer de beber água é um risco, de desidratação, de infecções, de cálculos renais, e isso dói.
Esquecer de eventos importantes é complicado.
E esquecer pessoas conhecidas pode ser muito constrangedor.
Mas esquecer também pode ser bom.
Esquecer a raiva de minutos atrás.
Esquecer as expectativas e aceitar a realidade como ela é.
Esquecer as mágoas.
Esquecer as tristezas.
Esquecer as pessoas que você não quer mais na sua vida
Esquecer os sentimentos ruins.
Esquecer as dores do passado e as do presente.
Esquecer seus próprios erros. (As vezes é bom também)
Esquecer de se cobrar por coisas que não cabem a você.
Esquecer que é segunda-feira e sair da cama com o bom humor de um sábado de manhã.
Esquecer os problemas do mundo real e criar seu próprio mundo, de realidades suaves e fantasias verossímeis.
Esquecer pode ser um dom.

O problema é que quando se tem o dom de esquecer o seu cérebro aprende que pode apagar memórias quando convém. Ele só não aprende a sua lógica de conveniência.
Então, ele começa apagar memórias, lugares, pessoas que não deveria ter apagado. E você tem uma séria conversa com ele e diz: Ei, não é pra apagar isso ou aquilo. Mantenha intacta minhas memórias.
E o cérebro, só de birra, traz de volta memórias que você já tinha descartado.
Da próxima vez que você diz: Ei, quero esquecer isso aqui. Seu cérebro responde: Acho que não, essa memória ruim pode ser importante. Que tal desconstruir seu castelinho de areia? Que tal fazer uma planilha dos maus momentos descartados? Que tal lembrar das coisas que não te fazem bem e que você insistiu em esquecer?
Que tal um pouco de realidade? Não a realidade real, mas essa aqui, distorcida, focada em toda podridão guardada nos arquivos ocultos.

É... Esquecer pode ser um um dom.
Vou esquecer essa conversa com o cérebro e deixar o assunto suspenso até a poeira baixar.
Depois é só varrer tudo pra debaixo do tapete.

Gestos

 Pouco notam a importância de simples gestos.

Na correria da vida a gente perde na memória os detalhes de grandes eventos, não lembra direito a roupa que usou ou se estava com a maquiagem caprichada.

A gente não lembra o sabor da refeição cara que pesou na fatura do cartão de crédito, nem é capaz de relacionar todos os amigos que curtiram suas fotos nas redes sociais, principalmente porque a maioria de nós tem tantos "amigos" na rede social que nem sabe se um dia teve alguma conversa verdadeira com eles.

Tem coisas que a gente esquece, não importa quão grandioso tenha sido o momento, e tem coisas que a gente lembra por toda nossa finita eternidade.

Uma simples troca de olhares.

Uma mão ofertada quando o caminho era escuro.

Um suspiro durante a conversa. (Dizem que os suspiros trazem os anjos pra mais perto de nós. Talvez seja verdade)

A própria conversa pode ser esquecida com o passar dos anos, mas a sensação de estar frente a frente, olho no olho, pensamento no pensamento, essa sensação nunca é esquecida.

A gente perde o contato e o número do telefone, mas não tira do âmago aquele desejo de um telefonema.

E o toque?

O toque suave que acaricia a alma fica gravado pra sempre.

Um abraço em um momento feliz ou nos piores momentos de tristeza. Abraços sinceros são marcantes. Quem abraça pode esquecer, mas quem foi abraçado sempre se lembrará.

Pequenos gestos, sem custos e sem esforço são valiosos no decorrer de nossa história.

Algumas vezes a gente lembra sem querer, de repente, e sorri de novo, arrepia, se aquece. Outras vezes o destino faz uma curva acentuada e a gente fica cara-a-cara com a lembrança. Um instante...e passa. Mas a memória se ilumina como um show de fogos de artifício, e vai brilhando aqui e ali, acendendo essa ou aquela recordação, até todos esses sentimentos e imagens ficarem espalhados no chão da sala, e a gente olhando, observando, desfrutando.

Impossível saber quando um gesto será eternizado, mas por experiência eu digo: são as pequenas ações que ficam guardadas, os sentimentos que transbordaram, o que tocou a alma. Tudo aquilo que fez parecer que o encontro veio de outras vidas e que permanecerá pelas próximas 

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Looping

 Fatos dos últimos 30 dias:

1. Cólica renal

2. Cólica renal

3. Um conselho médico preocupante

4. Cirurgia de emergência

5. Uma ligação inesperada

6. Convocação de concurso

7. É real

8. E rápido

9. Exoneração do emprego de 15 anos

10. Início no novo emprego

11. Retornando à primeira profissão

Quando vc pensa que sabe como será o dia de amanhã, algo novo acontece. Ou várias coisas no mesmo mês.

Aliança

 Venho aqui firmar um contrato.

Registrar em papel e touch screen.
Com todas as letra, vírgulas, pontos.
E reticências...
Venho aqui, publicamente.
E em confidência.
Pedir... Implorar.
Eu e você.
Nós.
Você e eu.
Sejamos um só.
Sejamos parceiros.
Sem discórdia sem rancor.
Podemos construir um mundo.
Podemos reformar vidas e destinos.
Podemos muito, juntos.
Podemos tanto.
Sejamos amigos.
Sejamos bem mais.
Sejamos amantes nas noites em claro.
E ao longo dos longos dias.
Quero te desvendar.
Te conhecer.
E te amar.
Preciso de você.
Me entrego, completamente.
Me entrego verdadeiramente, dessa vez.
E assim seguiremos dia-a-dia.
Juntos. Traçando o destino.
O nosso destino.
Um círculo.
360°.

sábado, 31 de outubro de 2020

Sob a luz do luar



Algumas vezes sonho que estou em lugares que nunca fui.

Tenho conversas intermináveis sob a luz do luar.

Observo as estrelas deitada na espreguiçadeira ao redor da piscina.

Sinto o cheiro do mato. Do orvalho. Do vento salgado quem vem de longe.

Sonho acordada, dirigindo a história e ensaiando as falas e as pausas. Os silencios e os sorrisos.

Lembro o passado, controlo o futuro, coloco o presente em uma caixa que será aberta quando eu acordar.

Algumas vezes vivo em um mundo de fantasias. Sabendo que é um mundo de fantasias. Fantasiando de propósito, só por ter a liberdade de fantasiar a vontade.

E assisto um lindo pôr do sol.

Depois, recolho a bagunça, coloco cada coisa em seu devido lugar e volto para a doce realidade.

Conheço os sabores daqui e de lá. 

Conheço o caminho de ir e vir e acima de tudo, sei onde é o meu lugar.

Algumas vezes eu sonho, mas é acordada que vivo. E vivendo acordada, tenho consciência de que sonhos são bons, mas são só sonhos. Nunca farão parte do mundo real.



quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Diário de uma leitora - Ano 2020


Sempre gostei de ler, desde bem pequenininha. No início, eram revistas em quadrinhos ou pequenos contos. Depois, livros da biblioteca da escola, livros que encontrava pela casa, livros emprestados (e devolvidos).

Com o tempo e as obrigações do dia a dia fui lendo um pouco menos, adquirindo novos hábitos e outros interesses, mas nunca deixei o prazer de lado.

Certa vez, com certo receio em abandonar de vez algo que eu gostava tanto, decidi criar uma pequena meta de leitura: no mínimo 12 livros por ano. Uma média de um por mês.

Parece pouco, mas ao mesmo tempo essa é uma média alta no país em que vivo.

A ideia é que, além de material da escola ou da faculdade, que eu teria que ler obrigatoriamente, além de bulas de remédio, revistas em quadrinhos, historinhas para crianças, revistas nas salas de espera, e outros textos aleatórios, eu ainda lesse, por puro prazer, cerca de 12 livros (no mínimo) a cada ano.

Como boa leitora, tarefa fácil! Alguns livros eu consigo ler em uma noite ou em um final de semana.

No feriado de carnaval, enquanto as pessoas se esbaldam em festas e desfiles, eu leio livros no conforto do meu sofá, ou na areia da praia.
Ah, a praia! Praia e livro são um elixir dos deuses para mim. Posso ficar horas e horas em silêncio, lendo, ouvindo o mar, aquecendo a pele, relaxando e mergulhando em histórias emocionantes.

Quantas e quantas vezes não tive que parar a leitura, respirar fundo e enxugar a lágrima furtiva que se formou no cantinho do olho.

Tempo para ler é sempre um desafio.

Hoje em dia então, com tanta tecnologia que nos cerca, com o tempo gasto em redes sociais, tvs ligadas o dia todo, com as obrigações do trabalho e as tarefas da casa, o tempo de leitura vai ficando cada vez mais reduzido, e tudo que os leitores desejam é ter mais tempo pra ler.

Então, chega o ano de 2020. Chega a Pandemia que assola o planeta. A quarentena, o home office, o tempo. Tempo que não passa ou que passa apressado sem a gente perceber. Dias longos dentro de casa, meses curtos, dias da semana roubados pela confusão de dias iguais.

Todo o tempo do mundo para ler e nenhuma concentração.

Quando pensava em minha meta anual, imaginava que fosse missão impossível: Não tenho conseguido me concentrar - dizia meu cérebro.

Mas por sorte, eu anoto cada livro lido em uma lista e apesar de ter abandonado vários pelo caminho, pude contabilizar onze livros finalizados até agora. E mal entramos em setembro.

Fico pensando em criar um novo desafio. Será que nos quatro meses restantes eu consigo ler todos os livros abandonados? A lista é grande. Alguns ainda seguem empilhados na fila de espera, enquanto outros foram baixados gratuitamente da internet e empoiram no meu e-mail. 

Em 2020 aprendi a ler livros digitais. 

Ainda não comprei um leitor específico para isso mas o celular tem cumprido bem a função.
A vantagem é que enquanto leio no celular, não sinto curiosidade de navegar nas redes sociais, olhar as notícias do dia, responder as mensagens ou olhar as dezenas de grupos que foram se somando aos existentes no ano em que o mundo digital assumiu todas as funções do mundo presencial.

2020 - um ano como nenhum outro que eu já tivesse vivido. Minha geração nos livros de história e nas pesquisas científicas que irão revolucionar mais uma vez a medicina.

Me olho no espelho. Eu. Eu na quarentena. Eu no isolamento. Eu sem planos de viagem, sem planos para o fim de semana, sem planos para o dia de hoje. Eu, me sentindo mais adulta do que já me senti em qualquer outro dia desde que me tornei adulta oficialmente (acho que foi na semana passada).

2020 - Ano sabático. Home everything. Ano em que a falta de concentração para a leitura deve ser superada, porque lendo, posso viver dias normais na vida dos personagens. Lendo, a realidade se preenche de vida. Desafios. Surpresas.

Na noite passada eu li até às 6:30 da manhã, 11 capítulos, quase um terço do livro (digital)... Horas e horas de diversão.

Hoje acordei com vontade de me desafiar a ler. E para registrar a idéia estou escrevendo esse texto.
Depois eu conto como me saí. E vocês me contam como estão as suas leituras.

domingo, 19 de julho de 2020

Sobre escrever: 

Escrever é uma atividade solitária, mas não é necessário estar sozinho para escrever.

Muitas pessoas tem seus rituais de escrita, praticam, revisam, exercitam, estudam, escrevem diariamente, alimentam seus blogs, publicam livros.

Já eu, gosto muito de escrever, desde muito pequena, mas não me dedico tanto a essa arte quanto gostaria. Me cobro por isso. Me cobro, me culpo e continuo repetindo o mesmo padrão.

 Escrevo quando estou "inspirada", ou quando o "sentimento transborda", como costumo dizer.

Muitas vezes o texto vem pronto, outras ele fica martelando em uma única tecla na minha cabeça e eu preciso parar pra descobrir como dar continuidade àquilo que quer surgir.

Tenho textos encomendados por mim, arquivados nas gavetas da mente, esperando o momento de criação e, por outro lado, conheço vários gatilhos que me ajudam a escrever sem esforço, como quem se sente hipnotizado ou está psicografando uma mensagem do além. (Hahahah.... Não reparem nas comparações... Escritores são naturalmente criativos)

 Escritores. Escritora.

 O que faz uma pessoa ser considerada escritora?

 Me considero "meio" escritora, mas também posso ser só alguém alfabetizado que consegue pensar fora da "caixa"... Da caixa encefálica....hahahah.

 Meus pensamentos vão pro papel, pro blog, pras redes... E se antes eu tinha muita vergonha de deixar que as pessoas lessem o que eu escrevia, hoje eu escrevo despreocupada, porque sei que a maioria das pessoas tem preguiça de ler.

 Por isso reafirmo: escrever é uma atividade solitária.

Porém, algumas vezes eu recebo uma mensagem, ou alguém comenta sobre o que escrevi, e então eu percebo que não estou sozinha nessa arte. Se tenho leitores, talvez eu seja escritora. Talvez os meus pensamentos divirtam outras mentes, ou façam sentido para outros seres pensantes (e alfabetizados).

E ainda que o sentimento que me motivou não seja exatamente igual ao sentimento que a leitura despertou, sinto que devo me cobrar mais um pouco.

Sem pressão ou com muita intensidade.

Porque se me faz bem escrever, e se pelo menos uma pessoa se sente bem ao ler, significa que eu devo terminar meus projetos iniciados, desarquivar os textos engavetados, terminar os contos e contar novas histórias.

 Escrever mais (e melhor). Sempre!

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Energizando o planeta

Esses dias estava pensando...
Não é só um vírus que está adoecendo o mundo...

Imaginem a quantidade de energia "ruim" que está circulando também : pessimismo, medo, desespero, tristeza, solidão, desconfiança, raiva e insatisfação, discordância de tantas coisas, preocupações diversas, angústias, incertezas.

Toda essa energia (tão invisível quanto o vírus) está causando ainda mais doenças nas pessoas. Doenças físicas e psicológicas. Enfraquecendo nosso sistema imunológico. Enfraquecendo nosso ânimo e nossa força.

E como combater isso?
Pode parecer loucura, idiotice ou fantasia, mas não custa tentar.

Podemos tentar vibrar uma energia melhor em cada um de nós, para que ela se junte à outras boas energias e cause uma grande onda positiva, reequilibrando uma balança que está muito pesada negativamente (algumas pessoas tem a sensibilidade de perceber isso)

1. Vamos nos esforçar para recuperar a esperança (e fé) de que isso tudo vai passar (tem que sentir isso, não só falar da boca pra fora).

2. Vamos recuperar a "paz" de estar dentro de casa. (Ela não é nossa prisão, ela é nossa FORTALEZA, e aqui, estamos seguros)

3. Vamos oferecer qualquer tipo de ajuda àqueles que estão em situação pior que a nossa, seja ela na forma de alimentos, da contratação de um serviço, da compra em um comerciante local, seja ela na forma de uma conversa, uma vídeo chamada, ou sei lá (sejamos criativos)

4. E já que falei em criatividade, sejamos criativos e produtivos em nossa fortaleza também. Vamos criar algo, embelezar a casa, cozinhar e apreciar os sabores, os cheiros que se espalham, a benção de ter comida na mesa.

5. Vamos comemorar diariamente, EU DISSE DIARIAMENTE, a nossa saúde, a saúde das pessoas queridas, a vida daqueles que se recuperaram, a plantinha que nasceu no vaso, o sol que brilha no céu, os sorrisos que podemos dar aos que estão perto, as amizades que resistem à qualquer distância, tudo de bom que temos ao nosso redor.

6. Vamos rezar, meditar, fazer silêncio por alguns minutos e pensar em coisas positivas, pedir a cura, a iluminação aos cientistas que buscam uma vacina, força e coragem aos profissionais que precisam sair de suas casas, especialmente àqueles que estão mais próximos dos doentes e que todos os dias são testados em suas forças.

7. Vamos sorrir, ainda que pareça difícil.. sorrir pro espelho, para as pessoas que moram com você, para rostos também mascarados que passam no corredor do supermercado. Não nos custa olhar nos olhos e sorrir. (Essas pessoas também precisam de energias positivas ou talvez de um sorriso coberto que vem de um desconhecido)

Enfim, vou parando por aqui, mas gostaria de reforçar:

Vamos emanar boas energias!

Vamos ser o sol que brilha em nosso pequeno universo, para ver desabrochar toda a beleza que existe ao nosso redor.

Conto com sua ajuda! Conte comigo para o que precisar.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Reflexão do dia... Que dia é hoje, heim?

Teremos que sobreviver ao vírus,
À crise,
Alguns, à fome,
Ao desespero e à desesperança.
Teremos que sobreviver à saudade, à solidão e talvez à ausência de nomes conhecidos, de pessoas queridas.
Teremos que sobreviver à quarentena, ao isolamento, às mudanças que virão depois.
Teremos que sobreviver ao desconhecido, ao mundo novo.
Teremos que sobreviver ao que está lá fora, mas acima de tudo, teremos que sobreviver ao que está aqui dentro...
Sobreviver à nós mesmos.
Ao nosso auto conhecimento, às nossas angústias, à sensibilidade aflorada.
Teremos que sobreviver à nossa mente, nossos cantos obscuros, às caixas lacradas.
Teremos que sobreviver.
E manter a nossa sanidade. De alguma forma...
Teremos que sobreviver aos dias ruins, e nos esforçar para que eles sejam seguidos de dias bons.
Teremos que lutar todos os dias, para vencer essa guerra e manter os sorrisos nos rostos, ainda que cobertos por máscaras, ainda que umedecidos por lágrimas*. (*Algumas)
Teremos que reaprender.
Reaprender tanta coisa... E eu não quero escrever sobre elas agora.
Porque hoje, hoje eu preciso me distrair. Não pensar em nada, pintar, dormir, ouvir músicas, me recolher em meu pequeno mundinho, e simplesmente sobreviver.
Sobreviver e manter a fé que logo teremos nosso mundo de volta e reencontraremos todos aqueles que também conseguiram sobreviver.

(Aguardando o abraço de todos vocês 😘😘)

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Nada a dizer...



Ah... Não tenho nada pra dizer.
Saí.
Saí pq tinha que pegar um documento no trabalho da filha.
Saí, e já que saí, vim voltando pelo caminho mais longo, mas que tem a melhor vista.
E já que a vista é sempre linda por essas bandas, parei.
Parei pra bater uma foto.
Uma foto da praia e do mar que me fazem tanta falta.
Mas consciente de que meu lugar é em casa, voltei.
Fiz o retorno e vi um velho conhecido: Anchieta.
Não a estrada, nem o padre, mas a estátua de Anchieta. E esse, esse também já foi o "meu lugar".
Então, em homenagem à outros tempos, parei. Desci. Tirei uma foto. (Foram 2 na verdade). Voltei.
Voltei pro carro, pro presente, pra casa... Fiz tudo que precisava fazer na rua e voltei pra onde devo ficar.

Não tenho nada pra dizer.
Tenho medo. Tenho mesmo. E mesmo com máscara, álcool em gel, cuidados cuidadosos, sei que existem muitos riscos.
Mas... Já foi. Já fui. Já voltei.
Quis ficar mais. Quis esperar o por do sol. Quis renovar meu bronzeado de camiseta... Quis... Kisses.

Tô quietinha aqui. Quase 3 horas da manhã e eu aqui.
Sem dormir.
Não vou dizer mais nada.
Só: Boa noite!

Hora de dormir. De sonhar...
Quem sabe no sonho eu consigo sentar na minha cadeira de praia, na "minha praia", sentir o calor do sol no meu corpo, a brisa no rosto, as ondas nos pés. Assistir mais um por do sol...
Sonhar...

Quem sabe?

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Você já escreveu Hoje?

Mais um hoje começa.

Cheio de notícias de ontem.

Cheio de incertezas do amanhã.

Preencho os pulmões com o ar puro do meu lar, doce lar.

Mais um hoje. Um presente!

Os olhos se abriram como o raiar de um novo dia.

Aves cantam no céu.

Sussurro canções para as angústias da alma.


Admiro os raios de sol que invadem minha sala.

Agradeço pela segurança, pelo alimento, pela saúde da família e dos amigos.

Olho ao redor.

Me pergunto e me respondo como no desenho infantil:

"Já sei o que vamos fazer hoje!"


Planejo só o próximo passo, subo apenas um degrau.

Um degrau de cada vez...

Não leio livros (me falta concentração), mas leio entrelinhas em frases soltas na internet.

Ofereço minhas palavras, minhas orações, meus abraços virtuais com o mesmo aconchego dos abraços reais.


Alguns dias também estou mais carente.

Carente da energia agradável e da estranha paz que venho carregando em meu coração.

A ansiedade, velha companheira de longa data, partiu sem deixar bilhete de adeus.

Com a quarentena, com o vírus, com situações que aconteceram junto nessa época tão estranha, aprendi a dar conta só do agora. E isso me basta.


Sei que vivo em situação privilegiada diante de tanta gente que vive na angústia da incerteza. Talvez seja mais fácil pra mim.

Ou talvez, não seja fácil pra ninguém. Cada um sabe de seus temores e suas dores.


Procuro aprender as lições que vem com as dificuldades. Olho a história e percebo que a humanidade já enfrentou outras guerras. Outras tempestades.

Somos sobreviventes.


Sobreviventes. Aprendendo a sobreviver.

E aprendendo: Sobre "VIVER"




quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Sábia criança


Lembranças do tempo que eu não tinha gastrite 😂

Nem pedras nos rins...

Nem remédios diários pra tomar...

Nem contas pra pagar...💸

Nem preocupações... 😵

Nem ansiedade...

Nem roupa pra lavar...pendurar...dobrar...guardar...

Quando o maior dos problemas era o bloco de lição de férias (que eu fazia no primeiro dia pra me livrar)

Ou as recuperações no fim do ano, quando eu estudava muito pra atingir as notas que eu não alcancei por preguiça durante o ano todo...

Tempo em que as férias duravam uma eternidade e a escola era só meio período...
Acordar cedo tbm era uma luta, mas sempre dava pra tirar um cochilo no fim da tarde (ahhh... Isso eu ainda faço!)

A gente não se preocupava com o passado, nem com o presente, nem com o futuro.

E nem imaginava cada passo desse longoooo caminho.

Na praia, "água no umbigo, sinal de perigo"...
Por isso meu pai só deixava a gente chegar com água na altura do joelho...
E por isso que eu fico no raso até hoje 😂😂😂😂😂

Essa menininha aprendeu muitas lições. Nos sorrisos e nas lágrimas.

Eu respeito muito a sua história!

Ela sempre me ensina os melhores caminhos.

(Mesmo que eu não consiga evitar a ansiedade, a gastrite e as contas)

Para cálculos renais, a solução é simples - Beber muita água

#crianca #tranquilidade
#preocupação #infancia #velhainfancia #inocencia
#lições #brincadeiras #aprendizado #obrigacões #vidaadulta #responsabilidade #ansiedade #historiadevida #menina #mulher #refletindo #reflexões #aguanoumbigosinaldeperigo #passado #presente #futuro #caminho #paz #ensinamento #ensinamentos #bebaagua #minhahistoria #eu

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Autobiografia: Autoconhecimento

Aprendi com o sol,
que é necessário luz para iluminar os caminhos.

Aprendi com o mar,
que a água acalma, lava o corpo, a alma,
que as ondas não se cansam de ir e vir, recuando quando precisam, avançando quando necessário.

Aprendi que a paciência é essencial e que ansiedade se cura com água de côco na beira da praia.

Aprendi com os livros,
que preciso escrever minhas próprias histórias, transbordar sentimentos, espalhar emoções.

Aprendi com os erros e com os acertos.

Aprendi a buscar o que desejo,
mas também aprendi a valorizar o que possuo.

Aprendi a ganhar e perder, a lutar ou desistir, a me permitir.

Aprendi a ouvir os outros e a mim mesma. Principalmente a mim mesma.

Aprendi a traçar limites, traçar retas e curvas, desenhar horizontes.

E sigo aprendendo...

Sigo encarando a vida - olhos nos olhos, como deve ser - deixando ela me conduzir.

Guiada pelos ventos, pelas correntes...

Sigo em direção ao brilho do olhar

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

O futuro é uma névoa na estrada.


O que é o futuro, se não uma neblina espessa na estrada da vida?

Já passamos por aqui muitas vezes, conhecemos cada curva do caminho, as retas, a escuridão dos túneis, a luz ao final de cada um.

Em nossa mente infantil, acreditamos que trilhamos a mesma estrada mais uma vez, e chegaremos ao mesmo destino, no mesmo horário de sempre.

Mas o futuro, essa neblina no caminho, não nos permite enxergar um metro adiante, um instante além do agora.

A estrada pode mudar, os planos podem mudar, um atalho, um desvio, um congestionamento que faz a gente ficar parado muito tempo no mesmo lugar, ou quem sabe, um rodopio. Tudo muda, na mesma estrada e a estrada é outra agora.

Não aquela que conhecemos, não aquela que planejamos. Nem melhor, nem pior. Ou melhor e pior. O fato é que de repente, a nuvem se dissipa e estamos em uma nova pista. Procurando novos destinos.

Podemos ir ou ficar. A escolha é nossa. O caminho é nosso. Tudo pode acontecer ou nada pode acontecer.

O futuro é incerto. Mesmo assim seguimos. Muitas vezes esperando pela paisagem conhecida, outras vezes desbravando mundos.

A neblina vem e vai. Enxergamos um pouco mais além, ou apenas imaginamos?

Vez ou outra sentimos medo calados. Vez ou outra erramos o caminho e choramos perdidos em algum lugar.

Mas quase todas as vezes o medo passa, enxugamos as lágrimas e seguimos em frente.

O que é a neblina, se não o futuro? Uma nuvem, gotículas de água, vapor...

Não há o que temer. É vapor.

Vamos ultrapassar a névoa e voltar a enxergar o que vem adiante.

Seguiremos, seguros de nossas escolhas, seguros de nosso destino.

Quando a neblina passar, passa tudo, passam as incertezas, a insegurança, passam os carros, e seguimos a rota, até um destino certo.

Bem, talvez não seja o mesmo local, nem o mesmo horário, mas será o nosso lugar, o futuro que o destino escolheu pra nós.

Ou que nós mesmos escolhemos.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Quem vai?

Quem vai cuidar de você?
Quem vai cuidar de nós?
O tapete não é grande o bastante pra esconder todos os problemas.
Estamos todos procurando ajuda
Estamos todos ocupados demais pra enxergar
Seus problemas são meus...
São dele, são dela, são de todos nós.
Mas seus problemas também são seus, ainda que você não tenha consciência do que está fazendo.
É mais fácil jogar a toalha do que segurar sua mão.
É mais fácil não lembrar que por toda a vida existirá o compromisso de segurar sua mão e te ensinar a caminhar.
Precisamos de apoio, da rede, da força conjunta, mas por hora, só temos esse trem desgovernado, acelerando, acelerando, indo pra longe e pra lugar nenhum.
Me dói o coração e o estômago. Me dói assistir de mãos atadas e saber que não faz parte da minha essência lavar as mãos.
Temo que dia após dia, você esteja mais distante, e mais difícil de alcançar.
Quem vai cuidar de você?
Porque a vida se repete mas nem sempre se repete igual.
Me pergunto: como ajudar? 
Me preocupo.
Sofro também.
O que fazer? 
Quem vai cuidar de nós?

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Antes que tudo acabe.

A gente morre no meio da frase,
Antes do fim do jantar,
Sem ter consertado o chuveiro, ou mandado um e-mail para o cliente.

A gente morre sem ter completado o quebra-cabeça, ou terminado o capítulo do livro.

Morre com louça na pia, roupa pra lavar, sem ter tomado um café com o amigo, e antes da viagem marcada.

A gente morre de repente, sem controlar a hora e o local. Mas passa a vida tentando controlar cada minuto, cada segundo de cada dia.

A gente tenta organizar a mesa de trabalho, cumprir metas, alcançar objetivos inatingíveis.

Tentando cumprir prazos, equilibrar orçamentos, resolver problemas, nossos ou dos outros.

A gente se frustra com a gente mesmo, se magoa com a família, se irrita com o chefe.
Passa horas escrevendo relatórios, cancela o médico, chega atrasado na festa porque a vida está corrida.

E a vida corre.

Porque não paramos para observá-la calmamente. 

Vivemos tão ocupados que não vemos a vida passar. E ela passa.

A vida passa e a gente morre.

Então, antes que seja tarde, pare um pouco. Respire, feche os olhos, esvazie a mente, relaxe.

Então, antes que tudo acabe, abra os olhos, olhe ao redor, observe o céu e as aves, sinta o vento no rosto, os cheiros da natureza, vá pescar ou jogar futebol, golfe, ping-pong, xadrez, palavras cruzadas.

Vá montar um quebra-cabeça de 3.000 peças, sabendo que demora, leva tempo, requer paciência, mas tudo bem... Porque a gente não consegue mesmo resolver tudo com prazo determinado, no tempo que a gente quer.

Tem horas que a gente precisa relaxar, e lembrar que nem tudo está sob nosso controle. E que às vezes, não dá pra fechar a conta, nem atender todas as expectativas que nós mesmos criamos.

Relaxa! Não desperdice a saúde e a vida, porque o mundo não vai acabar. A contagem regressiva, essa bomba prestes a explodir, está só na nossa cabeça.

Viva sua vida, com calma, sem pressão, sem sofrimento desnecessário, porque a vida acaba de repente.

No meio da frase... No meio do relatório... Antes que a gente resolva todos os problemas... No meio do dia... 

Viva! E viva bem!

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Biografia

Já fui criança (e ainda sou)

Já fiz poesia.

Já fui premiada em concurso de redação e em promoções literárias.

Já escrevi em agendas, cadernos, blogs. (Sim, blogs)

Já tive textos publicados no jornal.

Comecei alguns livros que não terminei.

Sou arquiteta, urbanista, gestora ambiental, técnica artística (às vezes 100 noção).

Sou escritora. Sempre serei.

Escrevo porque minh'alma transborda.

Escrevo, respiro, vivo.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Sim, eu sou assim.



Teve sol no meu domingo.
Raios de luz me abraçando.
Teve calor.
Não igual ao do verão, mas um calor agradável para uns e reconfortante para outros.
Teve banho de mar.
A água estava congelante...
Livro, música, som das ondas, silêncios...
Gente passando, pensamentos passando, tempo passando, tudo passando...
Porque tudo passa.
Mas eu, eu estou aqui sempre que precisar.

E em um único dia temos luz e escuridão, temos frio e temos calor, temos gente que vai e gente que vem, temos inverno e verão, temos sons: barulho e silêncio, temos certezas e dúvidas, temos paciência... Ou não.

Já não procuro entender...
Sou parte da natureza, e estou também, em constante mutação.
Me divirto com meus erros...
Quem disse que são erros? São só etapas que não saíram como planejado.
Comemoro vitórias...
Quem disse que são vitórias? São só conquistas de algo que posso nem querer mais amanhã.

Sou vento sem direção.
Mas sigo indo, pra um lugar ou pra outro.

Felicidade?
Não é um objetivo, é cada passo do caminho.
Quem sou eu?
Impossível descrever.
Desculpe o transtorno, pessoa em construção.